Acho que não tinha falado aqui sobre o meu primeiro dia na escola. Bom… Quase todas as minhas amigas repetiram, então eu fiquei praticamente sozinha. Quer dizer, eu tenho amigos além delas, mas elas eram mais próximas, se vocês me entendem -sair, passear, ligar, andar e bla bla bla-. Quando eu digo “quase todas repetiram” eu quero dizer que só uma passou de ano, e eu nem estou mais falando com ela direito por causa dessa distância toda. Acho que como toda pessoa normal, eu não percebi que estava indo para o terceiro ano do ensino médio. Parei e pensei: “Hum, ok. É só o último ano da escola. Só o ano em que você vai ter que se matar de estudar pra tentar entrar na USP. Só o ano em que você vai ter que fazer vestibular. Só isso, nada mais, nada DEMAIS”. Depois, quando pisei o primeiro pé na escola, eu falei pra mim mesma: “É, eu vou surtar“. O pior foi quando entrei na minha classe, e vi que os meus outros amigos mais próximos foram separados de mim, apenas uma ficou comigo (além daquele meu amigo que se apaixonara por mim, porém ele mudou alguns conceitos em sua vida. É. Não posso falar nada demais porque o blog é sobre a minha vida, e não a dele. Só digamos que garotas não são mais o interesse principal dele) e olhe lá. As meninas que eu achava que nunca ficariam juntas numa sala por causa da fofoqueira, falação, bagunça e coisas do tipo ficaram juntas. Sentei com algumas pessoas mais próximas e tentei prestar atenção na aula, afinal eu quero ser o orgulho da minha mãe quando falamos de escola (essa missão não foi totalmente realizada da sexta série até o segundo ano, mas pelo visto sobrevivi). Os dias foram passando -estou na terceira semana de aula- e algumas pessoas foram pedindo pra sair da minha sala. Nada de extraordinário, afinal a minha sala não é totalmente “mix” se é que me entendem, os grupinhos são bem visíveis, e o pior de tudo é que não estou em nenhum deles, mas sim no meio. Eu oscilo entre eles. E isso não é uma coisa boa, porque se você fica com um, o outro estranha e se você fica com o outro, esse um acha estranho. Estou numa situação bem estressante, mas eu estou levando. O fato é que nesse belo dia de hoje, meu orientador Armando entrou na sala pra dar um comunicado. A coisa foi praticamente assim: “Então gente, muitas pessoas estão pedindo pra mudar de sala, e isso é uma coisa que não achamos que ia acontecer. Pelo visto aconteceu, e das outras vezes eu etreguei o papel pros alunos e eles fizeram a sala. Claro que foi uma baderna, porque há três itens para se considerar: com quem você se dá bem, tem que ter o mesmo número de pessoas na sala e as questões pedagógicas, ou seja, se vai ter bagunça na sala e outras coisas que vocês ja sabem. Eu não vou dar a lista pra vocês fazerem, porque eu sei que vai sair uma merda droga. Então é o seguinte, vocês vão pegar um papel e escrever quatro nomes de pessoas que vocês gostariam de ficar na sala. Eu, o Chicão e o Firmim vamos olhar e remontar as salas. É isso, tchau”. Não posso mentir, eu fiquei feliz com tudo isso. Mesmo que ficar “sozinha” na sala seja uma coisa boa pro meu empenho escolar, eu não quero ficar totalmente só. É como eu estou me sentindo na sala atual, mesmo que sente com pessoas que eu conheço a muito tempo. Eu só espero que a nova sala seja algo bom, digo, no ponto de vista escolar e no ponto de vista das amizades. Tudo o que eu posso falar pra mim mesma é: BOA SORTE, ELISA.



